“A História faz parte da identidade de uma sociedade. Recriá-la é trazer à luz as nossas origens, é lembrar quem somos e de onde vimos. A recriação histórica nasce de uma união entre ciência e arte e permite redescobrir e reinventar a nossa natureza. No fundo, pode ensinar a perspetivar a vida, ajudando a escolher em que direção dar o próximo passo.”

Voluntários Reais
Associação Portuguesa de Recriação Histórica

Em toda a Europa, da reconstituição de uma batalha à mais localizada recriação de um acontecimento histórico local, a História ao Vivo é uma realidade em crescimento.

As Recriações Históricas detém hoje um lugar de destaque, quer em Portugal, quer nos restantes países europeus, sendo um produto cultural e turístico relevante. A comprová-lo está não só o número de reconstituições históricas que ocorrem anualmente em diversas regiões do nosso país, como a afluência de visitantes a estas iniciativas, bem como o investimento das autoridades locais nesses eventos.

Sendo a História um recurso a nível local, reavivar e reconstituir o passado pode constituir-se como uma atração ou mesmo um produto turístico. Tal situação deve-se ao fato destes eventos fazerem uma ligação direta entre o passado e o presente, ao mesmo tempo que promovem experiências únicas e significativas desejadas pelo turista.

Ao proporcionarem o conhecimento, a divulgação e a valorização do património e o desenvolvimento local, ao propiciarem a associação entre o cultural e o lúdico, as reconstituições históricas apresentam-se como verdadeiros momentos de promoção turística de uma dada localidade. Se inicialmente o seu impacto é ao nível da comunidade, paulatinamente, o evento passa a ganhar uma dimensão regional, nacional e, por vezes, até mesmo internacional.

 

As Recriações, Animações ou Visitas Encenadas consistem na recriação de cenas, às quais os animadores e atores dão vida, abordando algumas das temáticas ilustrativas das vivências de outras épocas, dos vários espaços e edifícios históricos. As personagens estabelecem a ligação entre o público e a época recriada, interagindo com ele, convidando-o a participar e a viver tempos passados… Em Sintra… a vila de todos os encantos, são várias as Associações e Instituições que promovem e realizam com todo o rigor histórico Recriações Históricas que se traduzem num excelente modo de conhecer o património histórico, cultural e artístico. Deixo aqui três propostas de verdadeiro encantamento… No Palácio de Queluz pode assistir a programas maravilhosos de recriações históricas, direcionados para todas as idades e realizadas ao longo de todo o ano. Conheça “A Corte de Queluz: Viagem ao Quotidiano de Setecentos” , realizando assim uma visita a todos os recantos do Palácio de Queluz, ouvindo a sua história, ver pessoas de outra época, ouvir cantar e dançar músicas de setecentos. Deslumbre-se com os vestidos e trajes usados noutro século, neste espaço de enorme beleza e requinte.

A Câmara dos Ofícios – Artes e Entretenimento, fundada em 1998 tem um papel muito interveniente seja na Vila de Sintra, em Mafra ou outras localidades focando a sua atividade nas Animações e Recriações Históricas, Animações Infantis (Maleta Pedagógica), Produção e Organização de Eventos. Não há uma única época que seja “esquecida”, antes pelo contrário, a história marca presença desde os tempos mais remotos até aos séculos mais recentes, como seja, por exemplo, as Feiras Saloias. O envolvimento da comunidade local é um dos aspetos a realçar, pois permite tanto a crianças, como adultos e mais idosos recuar no tempo, vivendo momentos que ficam guardados na memória de quem participa e de todos os que têm o prazer de assistir.

Espante-se… ao saber que Professores de História reuniram-se e formaram a “Associação Cultural Danças com História”. Criada no ano de 2000, esta Associação tem por missão a animação de lugares e monumentos nobre do património português, na senda de acontecimentos e personagens que tornaram grande a História de Portugal. A sua colaboração em eventos e recriações históricas em monumentos nacionais, destaca-se pelo rigor histórico, manifesto na postura, nos trajes e nas danças.
Neste espaço em que dou a conhecer algumas das propostas com a envolvência e a beleza histórica, cultural e artística, tem necessariamente de assistir aos espetáculos proporcionados pela Escola Portuguesa de Arte Equestre. Sedeada nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz, a Escola Portuguesa de Arte Equestre é desde setembro de 2012 gerida pela Parques de Sintra – Monte da Lua. Fundada em 1979, é a sequência do que foi a Real Picaria, academia equestre da Corte Portuguesa do século XVIII. Promove o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Mantém parte dos seus cavalos nos Jardins do Palácio de Queluz, mas as apresentações regulares ao público realizam-se no Picadeiro Henrique Calado, na Calçada da Ajuda, em Lisboa.

Usufrua de momentos que vão surpreender e encantar todos aqueles que visitam o vasto e rico património português, através da consciencialização da importância da HISTÓRIA de uma região e de torná-la VIVA.