Foi com grande surpresa e alegria que recebi o convite da Chiado Books para escrever um pequeno Conto de Natal para fazer parte da I Coletânea de Contos de Natal do Grupo Editorial Chiado e que contou com cerca de 570 contos de Natal, incluindo um de minha autoria.

Considerando a grande adesão dos “escritores” e atendendo à qualidade dos contos enviados (com um limite de 500 palavras), a Chiado Books  agradavelmente surpreendida decidiu publicar dois volumes.

A obra, intitulada “Natal em Palavras” foi apresentada no dia 15 de Dezembro, pelas 15h30, no Hotel Pestana Palace Lisboa, um dos espaços mais nobres e elegantes da Cidade de Lisboa. Contando com uma assistência de cerca de 800 pessoas, este evento será uma memória única para quem participou, celebrando a magia da Literatura e do Natal.

A quadra festiva do Natal foi assim marcada por palavras… porque para além de serem escritas e ditas podem também ser uma tradição feita por qualquer um de nós.

Partilho com todos vocês, o meu Conto de Natal, agradecendo o convite da Chiado Books.

“Natal em Palavras”

Este Natal não é mais um Natal.

Não há natais que se repitam ou que se sucedam.

Quando criança, mais tarde adolescente e já mulherzinha, o Natal era sinónimo de festa, alegria, cor, brilho, magia. O Natal era sempre único e irrepetível! A festa da família, do encontro, do verdadeiro encantamento.

Esta é, por tradição, a época da boa vontade e da harmonia e como gostava que fosse o ano inteiro. Que em todos os dias, ao acordarmos, pensássemos um pouco nos outros, na solidariedade, nos afetos, nas pessoas que menos podem e mais sofrem.

O Natal celebra o nascimento de Deus feito Homem através do seu filho Jesus Cristo, cuja missão foi sacrificar-se para nos salvar. É esta mensagem de abnegação e doação da nossa vida pelos outros que gostaria hoje de aqui enfatizar.

Nestes momentos de Presépio, permitam-me que me dirija sobretudo a todos aqueles que vivem esta Quadra inundados pela tristeza da solidão, do desespero, da carência, da intolerância e da segregação do preconceito, da doença, da velhice.

A todos eles gostava de envolver num abraço solidário.

Para ti, querida e amada Mãe… neste Natal, como em todos os outros dias do ano, escrevo apenas duas palavras: SAUDADE e AMOR.