CONCURSO DE FOTOGRAFIA “FNA” 2019 (28ª Edição)

Num espaço frondoso e apetecível da Cidade de Vila do Conde, que desdobra-se por 11.000 m2, a 42ª Edição da Feira Nacional de Artesanato, organizada em parceria pela Câmara Municipal de Vila do Conde e pela Associação para a Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde, decorreu de 27 julho a 11 agosto 2019 e contou como habitualmente, com a presença de duas centenas de artesãos, assegurando a cobertura geográfica de todo o território nacional, grande parte dos quais demonstrando ao vivo o seu saber nas mais diversas expressões do artesanato.
No decorrer do evento, os visitantes puderam conhecer os artífices e com eles descobrir técnicas e saberes ancestrais.

O evento está, há muito, classificado como a maior e mais expressiva mostra das artes tradicionais portuguesas, já que os critérios de seleção dos artesãos aqui representados continuam a primar pela genuinidade e autenticidade dos produtos.
A cerâmica ocupou um lugar de relevo, nesta edição, graças ao Encontro Nacional de Ceramistas que, para os visitantes, se materializou numa exposição, demonstração e workshops sobre práticas e técnicas. Muito para ver e descobrir numa época em que a cerâmica salda contas com as novas tendências do mercado, se cria e recria, se estiliza e sobressai no palco da contemporaneidade.
Este Encontro reuniu em Vila do Conde, alguns dos principais nomes nacionais da produção ceramista, oriundos dos centros oleiros de maior relevo do País, de que são exemplo Barcelos, Caldas da Rainha ou Reguengos de Monsaraz.
Outra das novidades nesta edição de 2019 teve a ver com o calendário de atuações e animações. A Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde apresentou um programa musical diversificado e muito apelativo, no qual se alinhou a música ligeira, a dança, o fado e o folclore. Para além de propostas nacionais, também marcaram presença grupos que levaram a Vila do Conde sons do México, Cuba, França e Brasil.
Destaque ainda para as Jornadas Gastronómicas, evento de referência absolutamente obrigatória quando se fala da Feira Nacional de Artesanato: o quadro em que se desenrolam, a moldura humana e uma invejável qualidade são as razões do prestígio de que gozam. Aqui há propostas das várias regiões gastronómicas do País, num convite irrecusável para uma viagem pelos melhores sabores nacionais.
A tradição em festa tem lugar marcado em Vila do Conde!

𝐏𝐑𝐄𝐌𝐈𝐀𝐃𝐎𝐒 𝐃𝐎 𝐂𝐎𝐍𝐂𝐔𝐑𝐒𝐎 “𝐅𝐎𝐓𝐎𝐆𝐑𝐀𝐅𝐈𝐀 𝐅𝐍𝐀 𝟐𝟎𝟏𝟗”

Com um ADN comum, o Concurso “𝐅𝐎𝐓𝐎𝐆𝐑𝐀𝐅𝐈𝐀 𝐅𝐍𝐀 𝟐𝟎𝟏𝟗” tem os mesmos traços que os concursos fotográficos anteriores: divulgar e promover o artesanato, o desígnio de os enfatizar e, simultaneamente, vincar a dimensão estética da fotografia, como meio de fruição, expressão, divulgação e arquivo do património cultural.
A palavra-chave é a preservação da identidade no caminho da mudança e o recurso a atividades que proporcionavam o saber-fazer e a ligação do homem com o meio e a sua obra em todo o seu percurso de produção.
𝐆𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐏𝐫𝐞́𝐦𝐢𝐨 𝐅𝐍𝐀: “Olaria do Mestre João da Rita” de Gabriela Pontes. Açores
𝐏𝐫𝐞́𝐦𝐢𝐨 𝐂𝐄𝐀𝐑𝐓𝐄: “A tesoura de tosquiar Ovelhas” de António Tedim – Maia
𝐌𝐞𝐧𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐡𝐨𝐧𝐫𝐨𝐬𝐚𝐬 – 𝐝𝐨 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬 𝐅𝐨𝐭𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚: Cabeçudos e Gigantones, “Da Tradição à Criação” de Abílio Azevedo de Viana do Castelo “Do Bilro à Renda” de José Pedro Martins de Vila do Conde.

AS RENDAS DE BILROS E O “DIA DA RENDILHEIRA”

UMA HERANÇA NOBRE QUE QUEREMOS LEGAR!

Todos os anos, na Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde, é prestada homenagem às rendilheiras de Vila do Conde, naquele que é considerado um dos momentos mais importantes de todo o evento pelo seu simbolismo: o Dia da Rendilheira.
No dia 4, primeiro Domingo de Agosto, um encontro com mais de 200 artesãs a dedilhar com mestria os bilros, tecendo as rendas que Vila do Conde que preserva com paixão e assume como o seu ex-líbris, fazem do Dia da Rendilheira um evento indissociável do certame, da sua génese e da sua história.
No recinto da feira estiveram, ontem, cerca de duas centenas de rendilheiras que mostraram a sua arte aos milhares de visitantes que por ali passaram para admirarem o trabalho ao vivo e o “cantar dos bilros”.